Em 2016, a EMEF Emiliano Di Cavalcanti passou a ser uma escola de tempo integral. Eles buscaram colocar no currículo práticas pedagógicas focadas no desenvolvimento integral e cidadão dos estudantes. Uma delas foi o projeto “Território do saber: Trabalho de Campo”, desenvolvido pelo professor Carlos Asakawa Novais, que reflete a descoberta e redescoberta dos territórios. Por lecionar geografia, o educador encara os territórios como uma categoria de análise, uma ferramenta para entender o mundo. Por isso, iniciou o projeto junto a escola em 2011. Antes da incorporação da Educação Integral ao Projeto Político Pedagógico (PPP) da EMEF.

Na época, o trabalho de campo era oferecido no contraturno escolar aos interessados. Mas o objetivo era o mesmo: não limitar-se ao perímetro da escola, apresentando novos lugares e reflexões sobre o território. Nesse modelo, os estudantes faziam uma viagem grande por ano e diversas visitas ao bairro e arredores da escola. Assim, eles trabalham temas como impacto do turismo, moradia e transporte. Já as “grandes” viagens tinham como principais destinos cidades paulistas como Campos do Jordão, Taubaté e Registro, em um reconhecimento de patrimônios históricos e ambientais.

Territórios Educativos

Imagem de uma menina tirando uma foto com um celular através de uma grade em um campo
(Reprodução/Youtube)

Com a mudança do PPP da escola e a adesão à Educação Integral, a escola transformou o projeto em uma prática regular. Assim, ele se tornou parte de uma série de projetos denominados Território do saber. Segundo o professor responsável pela ação, essa decisão expandiu as possibilidades do Trabalho de Campo. Afinal, ele passou a ter mais verba e tempo disponíveis para as atividades.

“As saídas têm sempre uma intenção pedagógica. Portanto é preciso ter uma bibliografia específica para a turma e planejar as atividades. Educação integral não significa apenas aumentar o tempo do aluno na escola. E sim trabalhar uma série de competências, que é o que buscamos fazer com esse projeto”, explica Carlos. Atualmente, há duas turmas de anos mistos, que têm aulas duas vezes por semana e realizam, em média, uma viagem grande por semestre e outras dez saídas nas proximidades da escola.

O projeto Território do Saber: Trabalho de Campo foi um dos 10 contemplados pela 2ª edição do Prêmio Territórios Educativos. Essa é uma iniciativa do Instituto Tomie Ohtake em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Há também o patrocínio da Universidade Estácio. O prêmio busca reconhecer e fortalecer experiências pedagógicas que explorem as oportunidades educativas do território onde a escola está inserida, integrando saberes escolares e comunitários. Este ano, o programa recebeu 67 inscrições oriundas de todas as Diretorias Regionais de Ensino de São Paulo e de diversos tipos de unidades escolares. Confira os outros projetos vencedores.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Escola integra território ao currículo e expande educação para a cidade”, da repórter Nana Soares para o portal da Cidade Escola Aprendiz. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.