Imagem de uma adulta e uma criança sentadas observando algo em um computador
(Pixabay)

“Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil” foi o tema da redação da última edição do ENEM. Essa escolha provocou uma grande reflexão sobre a importância de discutir a educação inclusiva. Apesar de focar nos estudantes com deficiência auditiva, o assunto estimulou o debate sobre metodologias para incluir alunos com diferentes necessidades. 

A inclusão escolar de alunos deficientes no ensino regular tem crescido no país. O Censo Escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), realizado em 2015, constata que o número de alunos deficientes no ensino regular aumentou 6,5 vezes em 10 anos: de 114.834, em 2005, para 750.983 em 2015. No entanto, precisamos evoluir nas metodologias que estão sendo adotadas. Assim, podemos realmente oferecer uma aprendizagem efetiva desses jovens. E estamos em um ótimo momento para isso. A Era Digital e o uso correto das novas tecnologias acaba sendo um grande aliado nisso.

Essas tecnologias estão sendo aplicadas na sala de aula para oferecer um aprendizado diferente para uma geração que nasceu digital. E quando o aluno possui alguma deficiência, essas ferramentas podem auxiliar na adaptação e no aprendizado coletivo. Macaé, município do estado do Rio de Janeiro, é um exemplo. A aluna do 1º ano do ensino fundamental, Luna Oliveira, está em investigação sobre a possibilidade de TDAH (Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade). Ela apresenta dificuldades para concluir suas atividades no mesmo ritmo dos outros colegas. Com metodologias como a Conecturma, que usa uma plataforma adaptativa e gamificada, ela já consegue acompanhar o grupo e se sente mais concentrada e engajada.

Por que isso acontece?

Pela afinidade com a tecnologia, o uso dessas ferramentas na sala de aula torna os alunos mais receptivos ao aprendizado. Um estudante com deficiência pode ficar muito mais concentrado quando são utilizados recursos que o estimulem de forma adequada. E a tecnologia possibilita a construção de múltiplos estímulos. Técnicas narrativas, plataforma de jogos e músicas, fantoches e outras atividades lúdicas que envolvam a cultura brasileira podem ser utilizados.

Esses recursos podem ser utilizados em atividades individuais ou coletivas. Assim, é possível desenvolver habilidades socioemocionais como respeito à diversidade e resolução de conflitos. Além da análise de problemas e tomadas de decisões, vivência cultural, estímulo ao autoconhecimento, entre outros. Em um sistema regular de ensino com alunos deficientes, não apenas o aprendizado deve ser adequado e atrativo. É preciso promover o respeito e o sentimento de pertencimento entre toda a comunidade escolar. Não devemos esquecer que a educação inclusiva é um direito garantido e foi criada para dar oportunidades para que todas as crianças e adolescentes façam parte do sistema regular de ensino, convivendo com a diferença e respeitando a diversidade.

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “O que as novas tecnologias podem fazer pela educação inclusiva”, do repórter Rafael Parente, para o Porvir. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.