O projeto Tá de Pé lançou em 2017 um aplicativo que permite o monitoramento cidadão de obras de creches e escolas públicas em todo o Brasil. Agora, a iniciativa passa a contar com mais uma plataforma de mobilização e controle social. Os cidadãos podem enviar fotos de obras para o perfil do projeto no Twitter (twitter.com/tadepeapp), com a hashtag #tadepeobras.

Imagem de placa oficial do Governo Federal indicando a construção de uma escola com quatro salas
Placa de obra de escola municipal na cidade de Passo de Camaragibe, Alagoas (Foto: Divulgação)

 

Como a fiscalização deverá ser feita

De acordo com a ONG Transparência Brasil, idealizadora do aplicativo, as imagens deverão mostrar a placa que identifica a obra e esta deve conter dados como nome, investimento e a sigla do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). É recomendado enviar, também, o endereço da obra fiscalizada, contendo o nome da rua/avenida e número. Assim, é possível que a Transparência Brasil avalie possíveis irregularidades. Certifique-se de que as informações da placa estão legíveis nas imagens!

As fotos devem mostrar o estado da construção. Por isso, é indicado fotografar itens como estruturas externas, revestimentos, cercas, dentre outros elementos visíveis. Assim, os engenheiros parceiros da Transparência Brasil poderão identificar indícios de atraso. Somente construções de creches e escolas de educação básica municipais e estaduais serão avaliadas nesta fase experimental do projeto na rede social.

Caso sejam identificados indícios de atraso ou incongruências na construção da escola ou creche, a Transparência Brasil encaminhará uma notificação ao governo responsável pela conclusão da obra. Eventuais respostas e justificativas concedidas pelo poder público serão publicadas no perfil da organização no Twitter. As informações também poderão ser acompanhadas pelo aplicativo Tá de Pé, disponível para Android e iOS.

Matéria baseada na publicação “Projeto Tá de Pé passa a receber fiscalizações de obras via Twitter”, da repórter Gabriela Beira, do portal Transparência Brasil. Leia a entrevista original e na íntegra clicando no link.