Há 48 anos, um grupo de mães se uniu para criar o projeto Arrastão, com o objetivo de atuar na proteção humana e no desenvolvimento local das comunidades Campo Limpo, Capão Redondo, Vila Andrade, Jardim Ângela, Santo Amaro, Centro e Lapa. Hoje, a ONG atende mais de 1000 pessoas por dia. Ela atua em programas nas áreas de educação, arte e cultura. Geração de renda, habitação social e qualidade de vida também são apoiadas na sede, no Campo Limpo.

Há duas semanas, o Caindo no Brasil foi conhecer o Arrastart, um dos programas da ONG voltados para jovens com idades entre 15 e 29 anos. Criado em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, o Arrastart é a extensão da formação do Projeto Pense Grande e busca empoderar e instrumentar os jovens para gerar e implementar novas soluções, com o uso de tecnologias, que resolvam problemas de suas comunidades e da cidade.

Além de ferramentas para o empreendedorismo

Programa Arrastart - ONG Arrastão e Pense Grande

O projeto trabalha com introdução de conceitos, metodologias, abordagens e ferramentas como Design Thinking, cultura maker, inovação social, entre outros. O jovem da periferia é convidado para a possibilidade de ser protagonista. Isso num cenário de inovação tecnológica e social. Os participantes criam uma proposta de negócio social e até mesmo ser acelerado pelo Pense Grande.

Mais do que ferramentas para criação de um negócio, o programa apoio o projeto de vida dos jovens beneficiados. Henrique Heder, coordenador do Arrastart, reforçou: “É um processo de autoconhecimento que gera um encontro com ele mesmo. Os jovens se surpreendem como nunca pararam para pensar neles mesmos. Existe um desejo muito grande deles contribuírem para a área social”.

Desse processo, surgiram soluções como o Educanerd, um app envolvendo games e educação para visitação de museus e centros culturais, ou o Manobra Saúde, uma espécio de “Uber” para unir motoristas qualificados a atender clientes que precisem de cuidados especiais por condições físicas ou realização de exames. Além disso, mais de 4500 jovens participaram das formações desenvolvendo as competências empreendedoras e criando 90 propostas de startups. Mariana Ferreira, uma das jovens que participaram do programa, contou: “Eu aprendi que ser empreendedor é pegar um problema social, pegar uma questão que é um nicho de mercado e transformar em um projeto é trazer uma ideia inovadora realmente.”

Programa Arrastart - ONG Arrastão e Pense Grande

Em 2017, o projeto pretende criar um laboratório maker dentro da ONG Arrastão. Assim, aproximará os jovens ainda mais do ecossistema de inovação e empreendedorismo. A ideia também busca garantir um espaço de coworking para os jovens e possibilidades de testarem suas ideias a partir da cultura mão na massa. Henrique, coordenador do Arrastart, contou: “Estamos nos preparando para sermos um polo local de impacto social. Temos um compromisso com o desenvolvimento local da região”.