Professores em greve: profissional com cara ensanguentada, sendo apoiada por um bombeiroNos últimos dois dias, os professores da rede municipal de São Paulo foram notícia na grande mídia pelos protestos realizados e a repressão violenta da polícia. Mas afinal, por que isso está acontecendo? Desde a última semana, professores de diversas escolas da cidade estão entrando em greve. O movimento é contra o projeto de reforma da previdência proposto pela Prefeitura de São Paulo.

Na última terça, o movimento ganhou força e quase metade (46%) das 1,5 mil escolas de administração direta da prefeitura ficaram totalmente paradas. Outras 47% tiveram suas atividades parcialmente paralisadas, segundo levantamento da própria secretaria de Educação da gestão Doria.

O que a reforma propõe

O texto da reforma, em trâmite na Câmara, prevê a elevação da contribuição previdenciária de 11% para 14%, além da instituição de contribuição suplementar vinculada ao salário do servidor. Assim, o desconto poderá chegar a 18,2%. A prefeitura defende que, sem a alteração, a sustentabilidade da previdência municipal é inviável.

Um projeto de lei de mudança no sistema fora encaminhado à Câmara pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) em 2015. Após protestos, Haddad retirou o projeto em agosto de 2016, mas o reencaminhou no fim do seu mandato. Doria mandou em dezembro passado um novo texto ao projeto e pretende votar na próxima semana.

Por causa do projeto, o Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo) estima que 60% dos funcionários públicos municipais aderiram à greve –a entidade ainda faz um balanço das repartições fechadas na cidade. Segundo a própria gestão Doria, o funcionamento de 93% das escolas municipais foi afetado.

Matéria adaptada de Folha de S.Paulo e Valor Econômico