Uma pesquisa divulgada recentemente, feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que apenas 2,4% dos jovens com 15 anos de idade tem interesse em ser professor. As condições de trabalho, o salário e os problemas da rede pública fazem com que os jovens não se sintam estimulados a seguir a profissão.

A pesquisa também mostrou que esse desestimulo também acontece dentro de casa. Os familiares dos estudantes incentivam os filhos a buscarem carreiras que entreguem um maior reconhecimento profissional e financeiro. O preconceito com relação ao professor existe, e reflete de forma significativa na falta de interesse dos jovens. Fabrício Cortezi, coordenador do Sistema de Ensino pH, conta que a situação só é diferente quando há histórico de professores na família, assim o adolescente olha para essa carreira com mais proximidade.

Escola pode incentivar jovens a seguirem carreira docente

Monitoria desperta o interesse em ser professorO estímulo para a carreira profissional na área da educação deve começar dentro das escolas. “É o lugar de acolhimento, onde o professor, além de ser responsável pela apresentação dos conteúdos, deve estar sempre agregando as disciplinas à realidade do aluno. É uma relação de confiança e que muitas vezes vai além da sala de aula”, diz Cláudio Falcão, diretor do Sistema de Ensino pH. “O retorno financeiro se complementa de acordo com a entrega de cada profissional”, completa.

Atividades como a monitoria estudantil podem ser o passo inicial para ajudar o estudante a se interessarem pela carreira. Esse tipo de trabalho também desenvolver habilidades que são exigidas em qualquer profissão. “Os alunos que se tornam monitores desenvolvem empatia e generosidade ao ensinar outro colega de sala; responsabilidade e disciplina ao cumprir com atividades e horários; além de exercer a comunicação, pois a arte de se comunicar bem é essencial para qualquer profissão atualmente”, diz Falcão. Ele já foi monitor, antes de ser professor e diretor do pH. Hoje, cerca de 90% da equipe de autores do Sistema de Ensino pH já participaram de monitoria estudantil antes de seguir a carreira docente.