Imagem de aproximadamente 20 alunos sentados em uma área externa da escola, enquanto outros dois estudantes, ao lado do seu professor, realizam uma atividade na grama. Um deles está em pé, empurrando a cadeira de rodas do colega, enquanto ele joga uma bola
(Pixabay)

O número de matrículas de crianças com deficiência nas salas de aula comuns aumentou 6.5 vezes entre 2005 e 2015, segundo o INEP. Apesar disso, ainda existem muitas dificuldades para que a inclusão escolar ocorra de forma plena.

Foi pensando nisso que surgiu o projeto “Práticas e Desafios da Educação Inclusiva”. Ele tem como objetivo criar uma metodologia que fortaleça o processo de inclusão nas escolas brasileiras. A iniciativa tem apoio do Carrefour e do Instituto Carrefour e desenvolvimento de metodologia própria pelo Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas. Houve também o apoio da Coordenadoria de Educação Especial, da Secretaria Municipal da Educação de Ribeirão Preto e da comunidade das duas escolas piloto.

Metodologia criada colaborativamente

A metodologia do “Guia para Educador Inclusivo” foi criada de forma interativa. Foram realizadas seis rodas de conversa mediadas por dinâmicas que envolveram aproximadamente 100 pessoas. Dentre elas, estavam as equipes das duas escolas (gestores, professores, área administrativa e operacional) e pais de alunos.

A publicação contará com sete capítulos sobre os temas identificados nas rodas de conversas e serão escritos pela equipe do Amankay. Em seguida serão discutidos por um grupo de especialistas em educação. Os capítulos serão publicados online conforme ficarem prontos. Escolas e professores de todo Brasil poderão utilizar o Guia, já que todo o conteúdo estará disponível, gratuitamente no site do Instituto.

Conhecendo melhor o “Guia para Educador Inclusivo”

Os capítulos “Quem cabe na Inclusão?” e “Como preparar atividades pedagógicas para todos” do guia já estão disponíveis e podem ser baixados gratuitamente neste link. O primeiro capítulo “Inclusão: o que é?”  trouxe uma visão geral sobre a Educação Inclusiva, principais conceitos e fundamentação legal com depoimentos e citações. O segundo explica as especificidades das deficiências, a partir de um olhar abrangente para a sociedade contemporânea. Assim, ele mostra a necessidade e a urgência de efetuar mudanças profundas de comportamento. Já o terceiro capítulo busca refletir sobre os aspectos que contribuem para tornar a prática pedagógica mais eficiente. Assim, através desse processo contínuo de troca e aprendizagem, a sala de aula se torna um local dinâmico e com mais significado. 

“Se no primeiro capítulo contextualizamos o tema da inclusão e tudo que o permeia – para educadores, pais e funcionários das escolas, que nem sempre conhecem o assunto, neste segundo aprofundamos o conteúdo para olhar as especificidades das deficiências e explicar cada uma delas, a fim de desmistificar certos pensamentos, rótulos e definições desatualizados que acabam atrasando o processo de inclusão”, afirma Marta Gil, Coordenadora Executiva do Amankay Instituto de Estudos e Pesquisas e coordenadora do Projeto.