No final de abril, foi realizado um encontro do programa Escolas Transformadoras com os ativadores de sua Comunidade Ativadora. Esse evento é fundamental para manter em conexão o programa e parte de sua comunidade. As reuniões ocorrem anualmente para a troca de ideias sobre o conteúdo, a visão e a definição de novos rumos e projetos do programa.

No encontro, os participantes puderam integraram em uma roda de conversa com Cacau Rhoden, diretor da produtora Maria Farinha Filmes. Eles falaram sobre audiovisual e sua força de potencializar transformações no país e no mundo. Para ele, o audiovisual é uma ferramenta poderosa para disseminar ideias positivas relacionadas à educação. “O papel da arte e do audiovisual vai mais no sentido de levantar questões do que de trazer conceitos fechados. Ele não tem que ensinar nada a ninguém. Mas provocar questionamentos a respeito de assuntos pertinentes para a transformação da sociedade”, conta.

Leandro Beguoci participa do encontro Escolas Transformadoras (Foto: Divulgação)
Leandro Beguoci participa do encontro Escolas Transformadoras (Foto: Divulgação)

A reflexão audiovisual sobre temas como educação e infância tem diversos exemplos de obras reconhecidas e premiadas. Os filmes “Nunca me Sonharam” e “Tarja Branca” (disponíveis para exibição via plataforma VIDEOCAMP), ambos dirigidos por Rhoden, conquistaram prêmios em diversos festivais importantes. Ele defende que, cotidianamente, é preciso envolver as pessoas em assuntos que dizem respeito a toda sociedade. “Quando uma produtora produz peças muito fechadas para o nicho de educadores, ela deixa de conversar com uma parcela importantíssima da população, que são os familiares, a comunidade e os próprios estudantes. Precisamos colocar para o mundo o quanto a escola e o conhecimento podem ser encantadores.”

Leandro Beguoci, diretor editorial da Nova Escola e membro da Comunidade Ativadora do programa, falou também da relevância de outros formatos, para além do cinema – como programas de TV e séries em plataformas como Netflix –, como iniciativas capazes de conquistar novos interessados no tema.

Próximos passos

Participantes sentados em volta da mesa, debatendo
(Foto: divulgação)

Na segunda parte do encontro, os participantes participaram de um “World Café”. Eles discutiram os principais eixos de atuação do programa: Comunicação; Parcerias Governamentais; Formação de Educadores e Universidades; e Chamada de Educação Transformadora para 2019. “Para 2018, a nossa meta é furar a bolha”, afirmou Raquel Franzim. Ela é cocoordenadora do programa Escolas Transformadoras e assessora pedagógica do Alana. Ela reiterou a importância de trazer os grandes temas e desafios da educação a outros públicos. Ela citou que as escolas que já foram reconhecidas pelo programa estão cada vez mais atuando em rede como embaixadoras de uma educação verdadeiramente transformadora.

Como exemplo dessa potência em rede, foi mencionada a Jornada de Educação Transformadora, realizada em 2017 em parceria com a Secretaria da Educação da Bahia. Antonio Lovato, coordenador da Ashoka e cocoordenador do programa, adiantou ainda que o programa continuará unindo-se em parceria com instituições e universidades. E também atuando na formação de educadores que promovam e disseminem práticas de uma educação transformadora. Outro objetivo é desenvolver mais projetos com secretarias de Educação para o desenvolvimento de políticas públicas. Além, é claro, da aposta em diversos formatos de conteúdo e da ampliação de novas possibilidades. “Os desafios são muitos. Mas sabemos que é possível. Queremos inspirar mais e mais pessoas e mostrar a elas que todos podem ser agentes de transformação.”

Post com resumo e modificações produzidas pelo Caindo no Brasil da publicação “Poder do audiovisual na educação é tema de encontro do Escolas Transformadoras”, escrito por Fernanda Peixoto Miranda e Raphael Preto, para o Escolas Transformadoras. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.