Escolas ativas - como o movimento pode transformar a educação

Que os exercícios físicos são positivos para o desenvolvimento das crianças, todo mundo sabe. O movimento corporal pode ir além e realmente transformar as práticas pedagógicas, o desenvolvimento humano e promover a liberdade de escolhas para pessoas de todas as idades.

Foi com isso em mente que o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) criou uma campanha e desenvolveu um relatório completo chamado Movimento é vida: atividades físicas e esportivas para todas as pessoas, para estimular cada vez mais os movimentos corporais dentro e fora da escola, para todas as idades.

Movimento corporal na sala de aula

O conceito de Escolas Ativas acredita que o exercício físico tem um papel fundamental no espaço escolar, e que a movimentação é uma capacidade humana muito importante para gerar um bom desenvolvimento físico e cognitivo. Essa proposta apresentada pelo PNUD envolve a arquitetura, o mobiliário, as regras de conduta da escola e a importância que as AFEs (Atividades Físicas e Esportivas) têm no ambiente escolar e no envolvimento dos estudantes. Por isso, essa prática deve estar na sua rotina e em todos os tempos e espaços, para que a movimentação esteja intrínseca ao desenvolvimento humano.

Para isso, podemos ressaltar alguns pressupostos básicos para a construção de uma Escola Ativa:

  • Fomentar a movimentação dentro da escola como expressão da individualidade e construção de relações sociais

  • Considerar as necessidades diárias de atividade física para jovens

  • Promover experiências sobre as AFEs que permitem autonomia e liberdade

  • Garantir a participação democrática da comunidade escolas para tornar a escola mais ativa

Além disso, é importante ressaltar que, para serem efetivas, essas práticas precisam alcançar toda a comunidade escolar e da sociedade, como os professores, funcionários, gestores, estudantes e familiares.

Escolas-Ativas-PNUD

Exercício físico na vida real

Algumas escolas dentro e fora do Brasil já incorporaram o conceito de Escolas Ativas, promovendo, por exemplo, salas de aulas sem mesas fixas, atividades que envolvem a movimentação dos alunos e ou que exigem interação entre grupos dentro das atividades.

Para saber se essas e outras práticas são realmente incorporadas no currículo escolar, o relatório também fez uma Escala de Escola Ativa (EEA) para mensurar a qualidade do "ser ativa" das escolas. Os dados mostram que apenas 0,55% das escolas brasileiras podem ser consideradas Escolas Ativas, enquanto 38,56% delas são consideradas insuficientes.

Pensando nisso, o PNUD, com apoio da Nike, lançou uma plataforma para disseminar as práticas do Projeto Escolas Ativas - onde eles atuam na sala de aula, e das Comunidades Ativas - onde eles atuam antes e depois do período escolas. Confira o vídeo que mostra como a iniciativa acontece: