Imagem de aproximadamente 15 jovens sentados no chão, em círculo, sorrindo aplaudindo
(Divulgação)

A educação científica é uma maneira muito interessante de explorar a criatividade dos estudantes. Além do estímulo acadêmico, ela pode promover um grande engajamento na sala de aula. E foi pensando em todo o significado – que vai além do ensino conteudista – que a ciência pode trazer para a educação que surgiu o Cientista Beta.

Criado em 2015, esse projeto foi idealizado pela sua atual diretora Kawoana Vianna, estudante do último ano da Medicina na UFRGS. Ela desenvolveu projetos científicos durante o ensino médio e percebeu o quanto essa experiência foi decisiva na sua trajetória. Por isso, seu objetivo era achar uma maneira de proporcionar essa vivência para outros jovens. Assim, ela fundou o Cientista Beta. Uma organização sem fins lucrativos que busca despertar o sentido questionador e experimentador que todo cientista tem. 

Para isso, ela atua no desenvolvimento de programas como o Decola Beta. Um projeto onde jovens de 13 a 19 anos podem explorar a ciência através e problemas da sociedade e fazer descobertas como métodos alternativos para a detecção do glifosato, auxiliando deficientes na locomoção urbana ou até mesmo criar um diagnóstico mais barato para a endometriose. Agora, o Decola Beta está fazendo uma campanha de financiamento coletivo para que 48 jovens de baixa renda participem e realizem seus projetos científicos.

O Decola Beta e a Educação Científica

O Programa de Iniciação Científica Decola Beta é um projeto que o Cientista Beta executa desde o seu primeiro ano. Ele já recebeu 245 estudantes e tem duração de seis meses. Para participar, alunos do ensino fundamental, médio e técnico se inscrevem e passam por um processo de seleção. Eles buscam jovens engajados e que sabem qual o problema do mundo que querem transformar em projeto de pesquisa.  

Ao entrar no programa, o estudante é conectado a um mentor. Logo em seguida, ele recebe conteúdos e desafios desenvolvidos pela equipe do Cientista Beta. A partir disso, o objetivo é que em 6 meses a ideia saia do papel e se transforme em um projeto científico, com experimentos, resultados e conclusões. Nesse processo, além da experiência científica, o estudante se envolve com problemas da sociedade e explora sua criatividade e comunicação. Além disso, em todas as ações o projeto busca a diversidade na seleção dos jovens cientistas. Seja de gênero, ao dar uma atenção consciente para o número de mulheres integrantes; geográfica, ao selecionar jovens do Brasil inteiro; e, principalmente, socioeconômica, ao criar um programa de bolsas.

Gráfico sobre a diversidade dos mentorados pelo projeto

Gráfico sobre a diversidade dos mentorados pelo projeto

 

Em 2018, dos 109 jovens selecionados, 48 são de baixa renda e não tem condições de arcar com os custos do programa (a taxa é de R$ 300,00 por jovem e cobre os 6 meses de programa). Por isso, para manter em pleno funcionamento, o Programa e toda a equipe se engajou em lançar um Financiamento Coletivo totalmente focado nesta nova turma de bolsistas! Afinal, essa iniciativa super legal pode ajudar a construir uma tecnologias, educação e um futuro melhor para o país através da educação científica. Saiba mais sobre o projeto e acesse o link da campanha.