Pessoas durante projeto em Espaço Maker
(Reprodução/Inoveduc)

O movimento maker tem conquistado espaço nas instituições de ensino. Isso porque existe, atualmente, uma concordância de que um modelo de ensino que estimule prática e capacidade de resolução de problemas dos alunos é muito mais eficaz para o aprendizado.

Além disso, estimular a cultura maker nas escolas prepara os estudantes para o futuro, como destacou Edgar Andrade, CEO do Fab Lab Recife. Segundo ele, “O modelo baseado no consumo está esgotado. No futuro, as pessoas viverão em um mundo de compartilhamento. Aqui no Fab Lab Recife buscamos promover uma mudança no modo como as pessoas consomem e estimulamos as crianças a criarem seus próprio brinquedos”.

A implementação de atividades “mão na massa” nas escolas também contribui para a adequação das escolas ao que determina a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Dentre as principais competências listadas, o documento prevê o estímulo ao desenvolvimento social, diversidade e pensamento crítico. Essas, entre outras atividades, são fortemente trabalhadas em atividades nos espaços maker.

“Sem dúvida, a cultura maker nas escolas pode ajudar na implementação da base. As experiências em laboratórios são mais ricas e contribuem para o processo de aprendizagem das crianças. Para isso, o professor precisa entender que não deve atuar mais como detentor do conhecimento. Mas como um articulador dos conteúdos que precisam ser transmitidos.”

Saiba como planejar um espaço maker em sua escola

Imagem de capa do E-book "Dicas essenciais para criar um espaço maker em sua escola"

Embora reconheçam a importância do movimento, muitas escolas não sabem como organizar um espaço para que os alunos tenham acesso a atividades mais práticas.

Pensando nisso, o InovEduc, em parceria com o MundoMaker, organizou o e-book “Dicas essenciais para criar um espaço maker em sua escola”.

O material reúne orientações básicas para que gestores e professores possam, aos poucos, planejar um espaço maker em suas escolas. Com o e-book será possível entender as seguintes questões:

– Como a cultura maker está relacionada a educação
– O papel do professor na cultura maker
– O que deve ser considerado na hora de planejar o espaço
– Quais são as principais ferramentas utilizadas
– Como organizar o espaço

Além disso, o sócio-proprietário da MakerLinux, Cláudio Sampaio — especialista em impressão 3D de baixo custo, com um livro open sourcepublicado sobre o assunto —, dá orientações sobre o que fazer (ou não) com impressoras 3D em espaços maker, neste vídeo.

“Em um espaço maker, o aprendizado vai muito além de mexer na ferramenta. As crianças aprendem a ter respeito com as coisas e com os outros. Essas são atitudes que servem para a vida toda. Mesmo que futuramente elas não frequentem mais esse tipo de espaço e não se interessem mais por isso, passarão por locais onde tudo isso será solicitado delas”, ressaltou Fábio Zsigmond, cofundador do MundoMaker.

Baixe aqui o e-book ‘Dicas essenciais para criar um espaço maker em sua escola’

Matéria publicada pelo Inoveduc.