Aula pública "Cidade e Território"
(Reprodução/Portal da Secretaria Municipal de Educação)

Na última quarta-feira (21), a EMEF Duque de Caxias realizou mais uma aula pública, com o tema “Cidade e Território”. Situada no bairro do Glicério, em São Paulo, a escola direcionou o evento para seus alunos e membros da comunidade. Ministrada pelo Professor de Geografia, Paulo Roberto Magalhães, a aula reuniu cerca de 150 pessoas e percorreu ruas do entorno da escola.

A aula começou com a apresentação dos muros da unidade. Afinal, eles são grafitados com desenhos elaborados pelos alunos da EMEF e pintados por artistas urbanos. Paulo explicou como foi o processo e a trajetória que levou as paredes externas a estarem coloridas e sem pichações. A valorização e o respeito ao espaço escolar, segundo o professor, é uma das maiores conquistas dos estudantes. O aluno Vito Gomes da Silva, 13, da 8ª série, que ajudou a fazer os desenhos, disse que “é legal [ter um desenho meu exposto] porque eu me lembro do dia. Além disso, as pessoas passam, olham e gostam muito”.

O entorno da escola

Ao passar pela Igreja Nossa Senhora da Paz, os alunos ouviram o Padre Antenor João Dalla Vecchia abordar alguns assuntos. Dentre eles, ele falou sobre preconceito, xenofobia, intolerância e a superação da violência. O Padre é coordenador da Casa do Migrante, uma ONG que faz trabalho voluntário com refugiados e estrangeiros em situação de vulnerabilidade. Além disso, ele frisou o trabalho de acolhimento que a EMEF Duque de Caxias faz com seus alunos estrangeiros e os incentivou a conhecer e respeitar novas culturas.

Aula pública "Cidade e Território"
(Reprodução/Portal da Secretaria Municipal de Educação)

A aula ainda passou pela Vila Suíça, Rua dos Estudantes e pela escadaria Anita Ferraz. Para Valenka Pierre, estudante haitiana da 8ª série, ter aulas na rua é mais interessante do que na sala. “A gente se sente mais livre para entender as coisas”, conta Valenka.

Após a ocupação dos espaços públicos promovida pela EMEF, as pessoas passaram a perder o receio de caminhar pelo Glicério . “É muito legal ver que as aulas estão atingindo seus objetivos quando vemos que as crianças estão mais confiantes. Para mim e para os alunos é uma conquista”, ressalta Paulo.

Matéria publicada pelo Portal da Secretaria Municipal de Educação.