Imagem de aproximadamente 9 estudantes sentados, estudando e desenhando durante uma aula
(Divulgação)

Já imaginou uma aula onde os alunos estudam, debatem e analisam situações da vida real ativamente? E, logo depois, todos vão para um atelier de artes, para trabalhar outras questões e vivências práticas? No cenário tradicional acadêmico, isso pode soar um pouco estranho. Mas esse é um bom exemplo de um dia da primeira turma de pedagogia da Faculdade Rudolf Steiner, em São Paulo. 

Localizada na zona sul da cidade, a faculdade divide um espaço muito amplo e bonito com a Formação de Professores Waldorf, o Instituto de Desenvolvimento Waldorf e a Escola Waldorf Rudolf Steiner, pioneira dessa pedagogia no país. Seu objetivo é formar professores para enfrentarem os desafios educacionais atuais. Por isso, eles levaram a pedagogia Waldorf para o ensino superior. No curso, eles participam de atividades no campo das artes plásticas, da música, do movimento, do teatro, da dança e dos trabalhos manuais.

“Já sabemos que as matérias cognitivas não são suficientes, elas não levam um professor longe. Ele também precisa desenvolver um outro lado do seu ser. Um lado que trabalha as emoções, as relações, o diálogo e o autoconhecimento para que possa estar diante de um criança de forma integral”, explica a diretora da faculdade Melanie Mangels Guerra. Ela também está na coordenação do curso de pedagogia, que atualmente conta com 32 alunos matriculados.

Pluralidade na educação

As mensalidades têm um valor de R$ 1.498, e a primeira turma de pedagogia teve início em fevereiro. Para ir além da cognição, a grade está dividida em três eixos: a formação cultural; a formação pedagógica; e a formação artística e social. Embora tenha surgido a partir de experiências da pedagogia Waldorf, o curso também tem a proposta de abordar linhas de pensamento diversas. “Aqui tem muito debate. Em outras faculdades não vi tanto essa abertura”, aponta a aluna Konstanze Andriessen, de 21 anos. Ela afirma não ter pretensão inicial de trabalhar em uma Waldorf, mas de levar esses conhecimentos para a escola pública.

Artes, teoria e prática

Assim como na pedagogia Waldorf, a faculdade trouxe uma série de disciplinas que envolvem o corpo e as artes. Além do trabalho artístico, eles também colocam os alunos em diálogo com a teoria e a prática docente. Em projetos de atuação, eles serão incentivados a fazer essa articulação durante a execução de atividades propositivas e investigativas que atuam em diferentes realidades sociais. Além disso, todas as turmas serão acompanhadas por um tutor. Ele busca acompanhar, identificar e apontar soluções para questões individuais e grupais dos alunos.

Matéria baseada na publicação “Faculdade usa artes para desenvolver potencial criativo de professores“, da repórter Marina Lopes, do Porvir. Leia a matéria original e na íntegra clicando no link.