A alegria de ensinar e aprender brincando

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“A ideia surgiu há mais de 10 anos atrás, quando trabalhar como professor da Rede Estadual e, ao mesmo tempo, estudava para me formar ator. Ao ter contato com alguns Núcleos que estudavam o universo do palhaço, e outros que faziam intervenções em hospitais, percebi que este trabalho tinha um potencial interessante a ser desenvolvido para ambientes de aprendizagem. E como sempre fui um professor inquieto e que costumava buscar alternativas para o ambiente engessado da sala de aula, decidi criar um trabalho em que o palhaço visitasse a sala de aula não para ensinar, e sim para aprender.”

Em seu projeto experimental, Varlei visitou a sala de uma professora amiga e testou sua teoria, confirmando a efetividade do prática lúdica em sala de aula. A partir daí, passou a incorporar o universo circense em suas próprias turmas. Desde 2013, ele já acumulou mais de 1.000 horas de atividades da ação que, posteriormente ganhou o nome de “Palhaço aprende”.

“Um outro momento importante foi quando durante uma atividade, propus um erro e uma menina disse: "Nossa! Como você é burro!". Eu respondi a ela "Não sou burro. Sou especialista em erro...". Nessa hora, lembrei dos palhaços de hospital, que são besteirologistas. E é isso que o palhaço faz mesmo. É um especialista na arte de errar. E usa este talento para aprender e promover aprendizagens coletivas.”  

Varlei trabalha com metodologias baseadas na tentativa. A criança, ao tentar ensinar o palhaço, acaba aprendendo de uma forma mais flexível e leve. Repensando conceitos rígidos que normalmente são impostos em sala de aula, o Palhaço utiliza da ludicidade de sua figura e de seu olhar cômico para solucionar problemas de aprendizado. Para saber mais sobre o trabalho desse palhaço, clique aqui.

Beatriz CarvalhoComment