Gandhy PiorskiUm percurso de cinco meses que se propõe adentrar o universo criador da criança pela linguagem sub-linhar. Onde os estudos do imaginário sejam base para a busca de rastros da alma das infâncias. Rastros recentes, frescos, mas também arcaicos, ressequidos, petrificados, impressos no campo de memória da cultura, de nossos corpos, de nossos sonhos. Um estudo de camadas, uma arqueologia imaginária das bases da consciência.

A criança, o imaginário e a vida material

Os encontros serão permeados por etapas de fundamentação conceitual. Utilizam cinema, literatura, mitologias, artes plásticas e diversas linguagens da produção das crianças. “O interesse da criança por formas, sons, gestos, afazeres, cores, sabores, texturas, assim como suas perguntas sem fim, sua vontade de tudo agarrar e examinar, e seu amor às miniaturas que comportam o grande em menos tamanho, pode ser traduzido por um desejo de se intimar com a vida. Esse desejo embrenha a criança nas coisas existentes. É um intimar para conhecer, pertencer, fazer parte, estar junto daquilo que a constitui como pessoa.”, disse Gandhy Piorski.