O programa apoia a iniciação científica no Brasil está com as inscrições abertas para sua 2ª edição. Iniciativa procura jovens estudantes do país todo que tenham uma ideia para resolver algum problema atual e desejem tirá-la do papel.

A iniciativa, fundada pela gaúcha Kawoana Vianna, se propõe a ser uma ponte entre os jovens brasileiros e a ciência. Ações como essa podem tornar a educação mais interessante e conectada com a realidade dos jovens. Assim, podem reduzir a evasão escolar e ampliar as possibilidades do Brasil se tornar um criador de conhecimento científico. Kawoana conta: “A experiência de desenvolver um projeto científico buscando resolver um problema real e relevante quando eu estava apenas no ensino médio, foi tão desafiadora que me transformou”.

Por essas oportunidades, a jovem quis  levar a possibilidade de fazer pesquisa para mais jovens brasileiros e despertar neles a paixão pela ciência. Ela resume: “Nosso objetivo com o Cientista Beta é mostrar que, independente da idade e do contexto em que estão inseridos, os jovens têm potencial para desenvolver um projeto científico sobre um tema de seu interesse e que esses projetos podem mudar suas vidas, gerar inovação e impactar a sociedade”.

Mentoria de 8 meses para apoiar jovens cientistas

A proposta do Programa de Iniciação Científica Decola Beta é dar apoio a estudantes do Ensino Médio ou Técnico que tenham interesse em desenvolver um projeto científico a partir de um problema por ele identificado. Os selecionados, participam do programa durante 8 meses. Ao longo dos quais recebem conteúdos exclusivos, desafios a serem cumpridos e a parceria de um mentor. Todos os selecionados recebem um acompanhamento de perto do Cientista Beta. O objetivo é que cheguem ao final do programa tendo tirado suas ideias do papel.

O que já foi feito pelo Cientista Beta

Em sua primeira edição em 2016, o programa atendeu mais de 40 jovens de todo o Brasil. Os selecionados desenvolveram 25 projetos ao todo, nas mais diversas áreas do conhecimento. Para isso, a equipe contou a colaboração de 25 mentores. Os estudantes conquistaram mais de 20 credenciais em eventos nacionais e internacionais, além de mais de 15 prêmios.

Micael Waldhelm, um dos responsáveis pelo programa em 2016, contou sobre como o programa garante desenvolvimento do jovem. “A primeira edição do programa nos mostrou o potencial e a criatividade que os jovens brasileiros têm, nos mostrou também que com um pouco de apoio e acompanhamento, esses jovens chegam muito longe”. Já o coordenador do programa em 2017, Giovani Novelli, defende que o projeto desperta a consciência e o potencial de jovens por meio da ciência.

As inscrições vão até 18/3

Jovens do país inteiro podem se inscrever para participar do programa, basta que tenham uma ideia do que querem desenvolver. É preciso saber qual problema o jovem quer resolver com seu projeto, ainda que o jovem não saiba nem por onde começar.  A inscrições estão abertas até o dia 18/03 e podem ser feitas diretamente no site do Cientista Beta por meio de um formulário online. Os selecionados começam a receber a mentoria a partir da segunda quinzena de abril.

Pessoas com experiência em pesquisa e interessadas em tornarem-se mentores dos selecionados, também podem se inscrever no site.